Biografias

ALIFI

Minha trajetória na dança começou quando eu tinha 7 anos, quando meu irmão chegava da balada e me ensinava os passinhos de dança que ele tinha aprendido lá, lembro como se fosse hoje, e também minha mãe que dançava comigo em qualquer lugar que tinha música, principalmente quando ela gostava da música. Os dois foram um incentivo muito importante para que eu gostasse da coisa.

Comecei minha trajetória dançando na igreja, aqui em itajubá, na igreja chamada de Guadalupe, para jovens, tinha 10 anos eu acho, o grupo se chamava “alegrai-vos”, fase santa haha.

Em 2009, tinha 14 anos, fui incentivado pelo meu amigo a entrar no grupo que tinha aparecido na minha escola, “Grupo Marcílio Bastos”, onde realmente comecei a minha trajetória.

Nessa época lembro-me que estava começando uma fase negra da minha vida onde eu quase fui pelo caminho errado, mas graças a “Jeova”(Mentira foi a dança mesmo) que me tirou desse caminho obscuros.

Nessa fase negra estava começando a conhecer as drogas, claro incentivado pelo “amigos”, mas como num passe de mágica a dança apareceu e me salvou, e esses “amigos” desapareceram.

Então decidi entrar para o grupo de dança Marcilio Bastos, estilo jazz dance, gostava tanto que ia aos ensaios todos os dias, de domingo a domingo. Com esse grupo viajamos para vários campeonatos nacionais: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e também internacionais na Argentina. Ganhamos premiações de 1º lugar em quase todos, foram quase 5 anos nesse grupo no total.

Durante esse período decidi montar um grupo de dança na minha escola estadual wenceslau braz, onde comecei a dar aulas para os alunos, foram dois anos ensinando, o estilo era jazz dance , realizamos coreografias: tributo ao michael jackson, evolução da dança 1920 a 2010, dança afro, entre outros.

Em 2016 quando entrei para a Universidade Federal de Itajubá, decidi montar outro grupo chamado Cia de dança Corpo a Corpo, vinculado a Universidade Cultural, foram tantas emoções que até hoje estamos juntos dançando, o grupo cresceu e certamente crescerá ainda mais.”

IAGO

“O início da minha trajetória com a dança se origina nas influências que recebi de algumas pessoas ao longo de minha vida. A primeira delas, e sem dúvidas a mais importante, é a do meu pai. Por conta de sua paixão pelos filmes antigos que continham muita dança, cresci encantado com essa arte. Acredito que essa foi a faísca inicial para que eu viesse um dia a me envolver mais nesse universo.

Com o passar dos anos surgiu outra figura decisiva na minha trajetória, um colega de trabalho. Segundo o mesmo dizia, dançar era uma oportunidade de se conectar com pessoas e foi com esse objetivo de aprimorar minha forma de socializar, que tive contato com o Breaking pela internet. Não só pela internet, pois toda semana eu ficava vidrado no programa Manos e Minas da TV Cultura em que não só ensinavam passos de dança como também trabalhavam a Cultura do Hip Hop como um todo.

Esse contato mais sólido com um estilo de dança fez com que em 2011, ao entrar na UNIFEI, eu iniciasse aulas de Breaking na UNIFEI dadas por um dos professores que hoje é uma grande referência pra mim, o Jonas Henrique. O trabalho que ele desenvolvia na comunidade Itajubense, juntamente com o Richard Nunes, originou o Itajubreaking que por alguns meses se tornou o local onde eu buscava aprender um pouco mais sobre essa cultura. Ambos os professores tiveram um papel fundamental na minha aprendizagem da dança, através da conscientização e preparo corporal e principalmente aprender a perceber a batida da música.

Meu envolvimento com o Breaking em Itajubá apesar de ser desde 2011 não foi muito frequente e por conta de escolhas de desenvolvimento profissional e acadêmico me distanciei desse estilo. Ainda assim, sou grato pelas bases aprendidas durante o período que dancei.

Durante o período da faculdade acabei vivenciando o ambiente de uma organização administrada somente por jovens, a AIESEC. E seu ambiente interno propiciava um local agradável e confortável para que em integrações, festas e conferências todos pudéssemos dançar bastante. Foi durante minha experiência nesta organização que mantive meu corpo “ativo” me divertindo e dançando diversos estilos de músicas. Acredito que isso aumentou minha conscientização corporal, ritmo e outros elementos importantes para a dança.

Nesse momento, surge uma figura importante em minha trajetória: minha irmã. Apesar de na época estar se formando em Engenharia de Petróleo, foi o envolvimento dela com o Ballet, Contemporâneo, Sapateado e diversos outros estilos, que criou em mim a ideia de que era possível seguir um caminho na dança.

Ao final da faculdade, em 2017, me surpreendi ao encontrar um grupo de pessoas dançando em uma sala da UNIFEI. Esse grupo, chamado Cia de dança Corpo a Corpo, me acolheu e foi quando tive um contato mais próximo com o Jazz, Contemporâneo e Ballet. Foi meu primeiro contato com a parte técnica dos estilos e foi quando comecei não só a amadurecer o meu trabalho com a dança como também me interessar em me aprofundar nesse mundo incrível. Foi nesse grupo que surgiram como inspiração o Alifi Cleiton e a Nathalia Cristina. O trabalho artístico que cada um dos dois possuíam com seu estilo único e encantador, me motivaram a querer aprender mais e contribuir mais com a Cia de dança Corpo a Corpo, a que me tornei no segundo semestre de 2017 professor das turmas de iniciantes.

Em meu período inicial na Cia, tive a oportunidade de fazer workshops de Contemporâneo com o Teatro Bolshoi em Joinville e em São Paulo na Mostra Dança. Além disso, me matriculei em um curso online de Contemporâneo onde conheci uma artista formidável, a Andrea Spolaor. Sua didática e cuidado com os alunos me fez apaixonar de vez pelo estilo contemporâneo a que hoje busco estudar cada vez mais.

Em 2018, entrei para uma turma de Ballet em Itajubá para aprimorar minhas técnicas na dança, fiz cursos online de Dança Moderna e busco ler livros que contribuam para meu trabalho artístico como O Corpo Fala de Pierre Weil e Roland Tompakow e Domínio do Movimento de Rudolf Laban.

Ao longo desse caminho ganhei alguns prêmios atuando nos grupos de competição da Cia de dança Corpo a Corpo, a que destaco um duo e um solo que foram cruciais para resultarem em um convite para participar de um espetáculo de dança em Santa Rita do Sapucaí no final de 2018.

Apesar de começar tarde o estudo da dança, me inspiro em artistas como Ohad Naharin, que também teve início tardio na dança e hoje é uma grande referência no universo da dança. Parafraseando-o, começar tarde possibilitou com que eu conhecesse o animal selvagem em mim e usá-lo em meus trabalhos. Essa trajetória de início tardio, apesar de desafiadora, se tornou uma das formas de transmitir mensagens com as coreografias que me proponho a criar com a ótica que adquiri com os anos fazendo atividades diversas e não necessariamente relacionadas a dança.

Sou grato por todos que de alguma forma contribuíram e estimularam para que eu entrasse nesse caminho. Hoje tenho plena certeza que tudo isso é apenas o começo da minha história com a dança.”

NATHALIA

Sempre fui uma criança dançante, se me perguntarem quando comecei eu diria aquela frase clichê: desde que me entendo por gente.

Com 5/6 anos comecei a fazer aulas de dança mas parei aos 13.

Embora não fizesse mais aula, continuei dançando, a dança sempre foi algo paralelo a tudo que faço.

Voltei a dançar em 2016 na Unifei, éramos uma turma que sempre iniciava o período em 40 pessoas e terminava em 5, mas eu sempre fui uma dessas 5.

Em 2017 a pequena “turma” se tornou a Companhia de dança Corpo a Corpo e me tornei também professora. Sigo assim até hoje e embora a vida seja incerteza, uma coisa eu tenho certeza: nunca vou parar de dançar.”

ANDRESSA

“A primeira vez que vi uma pessoa dançar e eu senti vontade de chorar, foi quando eu tinha 07 anos. Eu estava na minha igreja em mais um dia de culto quando uma mulher entrou com vestes de cetim e começou uma coreografia que saía de dentro do peito dela. Ali eu soube que eu queria aprender aquilo, que era daquela forma que eu gostaria de me expressar.


Desde então a dança não saiu de mim. Fiquei até meus 14 anos, entre idas e vindas, aproximações e afastamentos, dançando na igreja. Manter os dias de ensaios não foi nada fácil, nem nessa época e nem recentemente. Dançar também me representa luta e perseverança. Depois, com a maternidade, dei o maior intervalo de todos, o que me ocasionou uma abstinência absurda de dança, e essa necessidade me fez buscar aprimoramento e técnica, algo que eu não tive contato com as lideranças religiosas que me influenciaram à dançar. Então, aos 23 anos eu comecei aulas regulares de jazz através de uma Cia de dança ao qual saí para atualmente vivenciar a prática da dança na Cia Corpo a Corpo, o que tem sido, a cada dia, uma experiência incrível.
Sempre encontro dificuldade de explicar o que dançar faz com meus sentimentos, o que eu sinto quando estou dançando e/ou vendo alguém dançar. A dança retira o melhor de mim, ela me impulsiona, me toca…

E é isso que quero despertar nos meus alunos ❤️”